A MORTE DO EGO.
Temos dentro de nós um universo em movimento, e precisamos buscá-lo para tornar concreta a mudança que tanto buscamos. Se é que buscamos a mudança.
Começa nessa vontade de mudar a nós mesmos a busca pela Revolução da Consciência. Não adianta alguém nos dizer isso: é preciso que essa inquietude e insatisfação parta do nosso próprio coração.
Em nosso interior residem todas as forças capazes de curar nossos males, dores, emoções inferiores, defeitos e incompreensões. Porém essas forças aguardam nossa escolha decisiva. Aguardam para que, conscientemente, apelemos a Elas para que se manifestem de fato em nossas vidas. Essas forças são as partÃculas de nossa Mônada Particular, ou Real Ser.
Da Mônada Particular provém todo o manancial de força capaz de mudar tudo em nossa vida. Porém, estamos apartados Dela, estamos desativados Dela. E para reativar essa dinâmica interior de ligação com o Real Ser, é preciso praticar os Três Fatores do Cristo Vivo. Cristo é a força que nos reconecta de novo com nosso Real Ser. Cristo não é um homem, uma personificação. Cristo é a Força de Vida Autoconsciente.
Todo aquele que se refizer na força crÃstica irá encarná-lo, e se tornará um Cristo.
Essa é o princÃpio de todo o Cristianismo Primitivo, onde trabalho de religação, de religião, é para guerreiros de si mesmos. Vencer as trevas internas não é uma tarefa fácil. Exige esforço, desapego de tudo aquilo que acreditávamos ser a vida, seus conceitos e considerações.
Para viver essa revolução interior, é preciso sempre começar pelo 1º fator, que consiste na eliminação do ego. Somos quase 100% de inconsciência bruta, as trevas internas. Mas para iluminar essas trevas, temos um pequenina parte de essência livre, mas ainda necessitando de impulso para ser ativada.
Essa pequenina parte de essência livre é capaz de nos impulsionar a buscar a mudança e nos conduzir a trilhar o caminho de volta à nossa Mônada, porém de forma consciente.
Com esse trabalho se dá o Despertar da Consciência.
Partindo da essência então, que está no silêncio interior, podemos buscar através da concentração em ponto dentro de nós, a atenção no aqui e agora. Esse ponto interno pode ser a pulsação do coração, ou a respiração ou ainda o som sssssssss produzido pela glândula pineal dentro da nossa cabeça. O zumbido que muitas vezes temos no ouvindo é uma frequência mais aguda dessa vibração da glândula.
Então, concentrados nesse ponto, passamos a nos auto-observar mais atentamente. É onde percebemos que somos uma multidão de vontades, desejos, fantasias, receios, caprichos, orgulhos, vaidades e mais outros tantos milhões de impulsos que não são essenciais, não são divinos. Esses são os defeitos psicológicos, o ego. É o que nos fazem continuar apartados de nossa Mônada.
Se ego é confusão, a essência é o equilÃbrio. Se ego é tumulto, a essência é a calma. Se ego é dúvida, a essência é decisão. Se ego é culpa, a essência é perdão. Se ego é cobiça, a essência é desapego. Se ego é astúcia, a essência é compreensão. Se ego é barulho, a essência é silêncio. Se ego é pensamento, essência é reflexão.
É preciso compreender essa diferença primordial entre essência e ego, para então partir para a eliminação desses elementos que vivem a nos atormentar na nossa própria psicologia. Tudo o que se opuser ao silêncio interior é ação do ego dentro de nós. O ego rouba nossa energia vital, nos faz seres torpes e animalescos, nos torna racionais porém sem amor.
A Eliminação desses defeitos acontece dentro de nós mesmos, através de um pacto de aliança com nosso Real Ser. Devemos estar, antes de mais nada, com o coração aberto para receber seus impulsos essenciais, para nos separar definitivamente do inimigo que criamos e que ainda alimentamos dia a dia em nossa vida.
A partir dessa aliança com o Real Ser, vamos nos aliando também com a parte feminina Dele. Essa partÃcula do Real Ser, nossa MÃE PRIMORDIAL, ou Mãe Celeste, ou Mãe Divina, Nossa Senhora, é capaz de limpar nossa psicologia, libertar a essência do ego.
Mas para tanto é preciso negar a si mesmo. O negar a si mesmo ao qual Jesus, o Cristo, se referia, é o mesmo preceito do despojar-se de tudo o qual pregava Budha, é a mesma busca transcendental da qual nos falava Krishna. Em todas as culturas haverá Budhas, Mestres, Mães Divinas, Cristos, pois todas essas forças são divinas, e nos ensinam a nos tornarmos divinos novamente.
Uma prática que realmente só aprendemos, praticando.
A sugestão para conhecer as práticas de Morte dos Defeitos é ler a trilogia AMOR MAIOR, CONSCIÊNCIA ÃGNEA e O ESTREITO CAMINHO, de V.M. Raphael, disponÃveis para download neste site. Ou peça gratuitamente através do email.
Nereu Jorge Araldi
Escritor/Palestrante
nereu@theus.com.br